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Uma rotina que concilia estudo e trabalho faz parte da realidade
de muitos adolescentes brasileiros. Foi o caso do ex-patrulheiro
Rafael Germano que, quando completou 15 anos, percebeu que
era hora de contribuir para o próprio sustento, reforçando
a renda mensal da família. Naquela época, Rafael
contou com a ajuda de seu irmão mais velho, aliás
diga-se de passagem numa família de oito irmãos
cinco fizeram o CAMP Mangueira. Após quatro meses fazendo
o Curso de Patrulheirismo no CAMP Mangueira durante o dia
e o ensino médio à noite, César ingressou
no mercado de trabalho: foi encaminhado para a Domingues e
Pinho - Contadores. Hoje, com dezoito anos foi efetivado na
empresa e cursa o primeiro período de Contabilidade,
na Faculdade Moraes Júnior, alem dos benefícios
como vale refeição, vale transporte, seguro
saúde e odontológico, Rafael conta uma ajuda
financeira dada pela empresa de 50% para pagar os seus estudos.
O
primeiro passo, mas um passo firme.
Assim
foi o início para Rafael na Domingues e Pinho sua primeira
empresa e onde está até hoje. Durante o curso
no CAMP Mangueira aprendeu Técnicas Comerciais, Relações
Humanas, ética e cidadania, xadrez, etc., recebeu orientação
de assistentes sociais e psicólogos. Já na empresa
fez o curso de informática e o Técnico em contabilidade,
que acabaram contribuindo para as suas primeiras conquistas
profissionais. “Comecei na Domingues e Pinho fazendo
serviço externo. Em seguida consegui uma oportunidade
para trabalhar internamente, sem uma função
específica. “Quando completei 18 anos, fui admitido
como funcionário, passando a auxiliar administrativo”.
Uma
chance de futuro profissional
Uma
expressão que pode resumir a experiência de Rafael
no programa é inserção social. Segundo
ele, o projeto é um passaporte para o processo de educação
dos adolescentes, que passam a ter mais chances de viverem
integrados à sociedade. Através do CAMP - que
mantêm convênios com diversas empresas - todos
os patrulheiros são encaminhados para o mercado de
trabalho. Segundo Rafael, trata-se de uma grande oportunidade
para um adolescente que precisa trabalhar. “Muitas vezes,
o adolescente quer trabalhar mas esbarra em uma série
de burocracias. Através do programa as coisas fluem
mais facilmente. As empresas dão a chance para os adolescentes
aprenderem uma profissão e até mesmo começarem
uma carreira”, diz. Uma vez conquistada a oportunidade
de ingressar no mercado, cabe o esforço do próprio
patrulheiro o sucesso e o crescimento profissional. “O
mercado realmente tem dado poucas oportunidades para o primeiro
emprego. As empresas geralmente não querem assumir
esse compromisso com pessoas sem conhecimento ou experiência.
Através do programa, essa primeira porta é aberta.
Cabe ao adolescente aproveitar a chance com empenho, dedicação
e determinação”, aconselha.
Com
esforço é possível chegar lá.
Além
de todo o apoio para a consolidação da carreira
profissional, Rafael reconhece também que sua passagem
pelo CAMP foi fundamental para seu desenvolvimento como ser
humano. “Os adolescentes que se associam ao programa
precisam desse suporte. Sempre senti que a equipe do CAMP
se importava comigo. Os psicólogos e assistentes sociais
acompanhavam minha situação e comportamento
em casa, com a família e na escola. Não importa
cor, classe social ou sexo. Todos recebem estímulo
para crescer como cidadãos”, explica. Segundo
Rafael, o programa foi um verdadeiro alicerce para sua vida.
Além do dia-a-dia corrido, Rafael encontra tempo para
jogar futebol seu hobby preferido e torcer para o Flamengo.
“Quando decidi fazer o CAMP e trabalhar foi pensando
na minha família, minha mãe é o meu grande
exemplo de vida, e de luta devo tudo a ela. Quando posso aconselho
meus amigos e indico o CAMP e, a mensagem que deixo para os
novos patrulheiros é que não desistam - o grande
desafio é conciliar estudo e trabalho, mas com perseverança
é possível chegar lá, finaliza. |
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