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A APERJ é uma instituição sem fins econômicos,
que nasceu em outubro de 1992 com a missão de promover
a inclusão social através do exercício da
cidadania do adolescente de 15 e seis meses a 18 anos. Atua como
agente de integração entre empresa e escola. A formação
profissional básica acontece nas UECAMP - Unidades de Ensino
CAMP, com um currículo que compreende 384h, com carga-horária
diária de quatro horas/aula, totalizando seis meses de
curso, seguindo conteúdo programático específico,
dividido em módulos como: Qualificação Profissional,
Construção da Cidadania e Cultural. Após
a formação profissional os adolescentes são
encaminhados às empresas parceiras para realização
de Estágio. Nosso compromisso baseia-se em fazer cumprir
o que foi estabelecido na Constituição Brasileira
(1988), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(1996), na Lei de Estágio 87.487, na Convenção
Internacional dos Direitos da Criança (ONU, 1989), e no
Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Desde o início,
milhares de adolescentes e jovens vêm sendo diretamente
beneficiados por meio das UECAMP, programas e projetos da Associação
que, atualmente, são viabilizados pela participação
ativa das 1.200 empresas e seus associados.
HISTÓRICO
O
Patrulheirismo foi idealizado na década de 60, quando o Juiz
de Direito, Dr. Marino Costa Terra, e sua esposa, a pedagoga, Ophelia
Pierroti Costa Terra, decidiram criar um sistema de educação
que atendesse ao grande número de adolescentes de baixa renda
da periferia da cidade de São Carlos, no Estado de São
Paulo.
Em setembro de 1960, Dr. Marino Costa Terra, baseado no Código
de Menores vigente na época, iniciou o trabalho de associativismo
infanto-juvenil, com o objetivo de promover a inserção
social dos adolescentes. Em abril de 1962, foi formado o primeiro
grupo de trabalho, composto de adolescentes de baixa renda do bairro
Santa Isabel. Por escolha própria, os integrantes do grupo
se denominaram patrulheiros e o local de trabalho recebeu o nome
de CAMP – Círculo de Amigos do Menino Patrulheiro.
O Estatuto do CAMP foi criado em 1963, definindo as linhas e a estrutura
do Programa Patrulheirismo.
Com o sucesso na cidade de São Carlos, foi fundada em São
Paulo, no dia 4 de julho de 1970, a Federação Brasileira
de Patrulheirismo, com a função de divulgar, assessorar
e motivar a criação de novos grupos, objetivando a
expansão do programa em todo o país.
No Estado do Rio de Janeiro, o Programa Patrulheirismo foi implementado
em 1975, por ocasião da fusão dos Estados da Guanabara
e do Rio de Janeiro. Na época, as fundações
de auxílio aos jovens carentes, FEBEM e FLUBEM, de cada Estado
respectivamente, foram integradas e deram origem à FEEM –
Fundação Estadual de Educação do Menor.
Com a filosofia de prevenção, a recém criada
FEEM adotou o Programa Patrulheirismo. Era uma nova proposta de
atendimento, diferente do internato. A implementação
do programa foi acompanhada por seus idealizadores, o casal Costa
Terra, e as Unidades de Ensino - CAMP passaram a ser administrados
também por órgãos públicos e não
apenas por pessoas da comunidade.
O plano piloto do Programa Patrulheirismo foi instalado na cidade
de Niterói, com o apoio da prefeitura, que cedeu uma casa
para a FEEM equipar com técnicos e recursos materiais. O
início foi difícil. Poucos pais e empresários
acreditaram na proposta, tendo a primeira turma se formado em junho
de 1976 com apenas 27 alunos de um programa antigo da FLUBEM. O
esforço foi recompensado quando a prefeitura da cidade chamou
10 patrulheiros para estagiar nas suas repartições
e algumas empresas passaram a adotar a proposta.
Mais tarde, devido a contratempos com o governo, alguns CAMP foram
retirados da administração pública e entregues
a grupos comunitários particulares, sendo então coordenados
por uma Associação Regional pertencente à Federação
Brasileira de Patrulheirismo. Com o sucesso, o Programa Patrulheirismo
continuou sob a administração comunitária no
Rio de Janeiro e no Brasil, contabilizando, até o ano 2003,
mais de 330 mil adolescentes beneficiados.
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